E pensar que tudo começou com um simples comando de control remoto da televisão que origou o “zapping”. Depois surge a Internet, que permitiu o acesso livre à informação sobre os produtos, a partilha de opiniões e a comparação de preços. O problema apareceu há poucos anos quando os consumidores descobriram os aparelhos que permitem gravar os programas de televisão sem anúncios.
Jaime Fidalgo, director editorial e de novos negócios Entusiasmo Media
Richard Laermer e Mark Simmons, autores do livro Punk Marketing defendem que há uma revolução acontecer onde o poder passou definitivamente para o lado dos consumidores. Tal como o movimento “punk” (simbolizado pela irreverência de grupos como os Sex Pistols ou os Clash), também a indústria do marketing precisa de um “grito de revolta” contra a tradição e o conventual.
“Punk marketing” é, segundo os autores, esse grito de revolta que anuncia uma maneira diferente de se fazer as coisas. Os autores apresentam no seu livro (Punk Marketing) um manifesto para o marketing baseado em 15 itens:
1. Se não arriscares, morres
Em tempos de mudança o maior dos riscos é o de não arriscar.
2. Porque não perguntar: “Porque não?”
Pressupostos são apenas isso. Tudo o que assumimos é normalmente uma meia-verdade, por isso mais que arriscar é preciso inovar
3. Assume uma posição firme
Tentar ser tudo para todos, resulta inevitavelmente em quase nada.
4. Não cedas
Os clientes são importantes mas não têm necessariamente razão.
5. Desiste do controlo
Os consumidores agora controlam as marcas. Os marketeers inteligentes sabem e vivem com isto, em vez de lutarem contra uma verdade incontornável.
6. Torna-te visível. Expõe-te
Cria relacionamentos de confiança. O relacionamento de confiança entre a marca e consumidor, como entre pessoas, assenta na honestidade.
7. Cria inimigos
Todas as marcas precisam de se posicionar como alternativa.
8. Fá-los querer mais
É importante resistir à tentação de revelar todos os activos de uma vez. Como os mestres diriam: “Nunca lhes ensines tudo o que sabes. Ensina-lhes tudo o que eles sabem!”
9. Sê mais esperto que a concorrência
Sê mais inteligente do que o tipo do lado. Não te deixes levar pelo dinheiro fácil e não tentes competir gastando mais do que os outros.
10. Não te deixes seduzir pela tecnologia
O meio já não é a mensagem. A mensagem é a mensagem.
11. Conhece-te a ti mesmo
Se não percebermos em que é que somos bons, podemos sentir-mo-nos tentados a tentar ser alguma coisa que não somos.
12. Acabaram-se as tretas do Marketing
Vai directo ao assunto. Expressa-o de uma forma clara e simples. Einstein afirmou - acreditamos que dirigido para os merketeers: “As coisas deveriam ser feitas da forma mais simples possível, mas não de uma forma simples”
13. Não deixes que definam os teus padrões
Ser bom já não significa muito, enquanto ser medíocre poderá causar-te mais mal do que não fazer absolutamente nada.
14. Usa as ferramentas da revolução
Escreve o teu próprio manifesto. Lembra-te destes artigos quando estiveres com falta de imaginação.
15. …?
É aqui que todos podemos ajudar. Hoje, tudo tem a ver com interacção e não definição; por isso definam o que deve ser o último artigo.
(in Vitor Magalhães Weblog)
How To be Punk?
"You don't have to have something to rebel against to be a punk, you just have to."
sábado, 17 de janeiro de 2009
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Um comentário:
Comento este e anteriores posts para que possa reditar e melhorar conforme o desafio lançado e para que faça melhor nos próximos. Recordo por isso o desafio completo:
definição própria, com sustentação em autores e profissionais reconhecidos, vantagens e desvantagens, exemplos com comentário de dez novas técnicas de comunicação referidas no briefing desta avaliação. Não esquecer de mencionar fontes sob risco de parecer mera opinião sua ou plágio que é avaliado com zero.
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